Osmar Stábile, presidente do Corinthians, vai renunciar ao cargo nos próximos dias. A renúncia, na visão do dirigente, é a melhor saída para evitar o afastamento do cargo e o risco de ficar inelegível.
Há três pedidos de impeachment contra Osmar Stábile no Corinthians.
O primeiro é de abril de 2026 e é sobre o acordo com a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para regularizar uma dívida de R$ 1,2 bilhão, no qual o Parque São Jorge entrou como garantia.
O segundo é de junho também deste ano e foi movido por conselheiros e associados devido a supostas irregularidades na contratação de segurança privada (como a megaassessoria e a Bear Security) sem a aprovação prévia do clube e com questionamentos nos pagamentos.
E o terceiro pedido, de 18 de junho, também deste ano, foi protocolado por um sócio com base em manifestações do Ministério Público de São Paulo sobre a atuação de Stábile em um processo criminal envolvendo o vice-presidente Armando Mendonça.
Fonte confiável, que desfruta da confiança de Osmar Stábile, assegura que o dirigente já decidiu renunciar ao cargo para evitar a conclusão de qualquer um dos três processos de impeachment (sabendo que o risco de ele ser afastado do cargo é grande) e se preparar para concorrer às eleições do clube, marcadas para o dia 28 de novembro próximo, um sábado, no Ginásio Wlamir Marques, no Parque São Jorge.
No pleito, serão eleitos o presidente, dois vice-presidentes trienais e 50 suplentes para o Conselho Deliberativo, com mandato para o triênio 2027-2029.
Terão direito a voto associados maiores de 18 anos, com pelo menos cinco anos de clube.