Vídeo do Goiás com modelos gerou polêmica e acusações de machismo

Vídeo do Goiás com modelos gerou polêmica e acusações de machismo

Ana Carolina Silva
Do UOL, em São Paulo

A discussão sobre machismo envolvendo o vídeo lançado pelo Goiás parece ter chegado aos ouvidos e olhos de todos os brasileiros apaixonados por futebol. O presidente do clube, Marcelo Almeida, condenou o que chama de "mimimi", mas ressaltou que pediu para o departamento de marketing evitar novas peças publicitárias que possam gerar polêmica.

"Veja só: eu não faço nada, sou presidente do clube e tenho o meu departamento de marketing. Depois de tudo isso, o que eu pedi é para que eles tenham muita atenção para evitar vídeos que possam gerar polêmica. Eu não gosto de polêmica. Eu pedi para que eles fossem mais comedidos e não lançassem outros vídeos deste tipo para não gerar tanta polêmica", afirmou ao UOL Esporte em entrevista por telefone.

Em mais de uma oportunidade, Marcelo fez questão de dizer que não teve conhecimento do teor do vídeo antes de sua publicação: "Eu tenho muita coisa para fazer em um clube de futebol. Não posso adotar uma regra para que todo e qualquer vídeo lançado passe pela minha aprovação. Não posso ficar censurando o vídeo A ou B. Tenho um departamento de marketing."

Na manhã de hoje (24), o Goiás divulgou outro vídeo para anunciar o evento de lançamento do uniforme, dessa vez com participação bem menor das modelos. Não se trata, porém, de uma mudança na campanha. Marcelo pede cautela em relação às futuras peças de marketing, mas a atual será mantida.

Afinal, ele não vê motivo para tantas reclamações e acusações de machismo. "Eu não vi qualquer cena erótica ao ponto de gerar esta repressão. Eu acho que o nosso país não pode ter esse tipo de `mimimi´. O mundo hoje é outro. Se for assim, novelas e séries que passam na TV aberta tinham de parar de exibir este tipo de cena. A gente tem de respeitar essa liberalidade", respondeu.

"Não vi naquele vídeo algo tão sobrenatural que pudesse ter proporcionado tanta revolta. Muitas pessoas entenderam que não houve esse excesso que foi comentado por alguns. Estou sendo bem franco com você: não vi sexismo naquele vídeo, nenhum indício de teor machista, sinceramente. Eu vi um vídeo que contém, no seu elenco, modelos bonitas. Eu até disse que aquilo representa a beleza da mulher goiana. Goiânia tem fama de ter mulher bonita, mas nós não exageramos", disse Marcelo.

"Não há cena de erotismo, como foi pintado por muitos. Isso que foi pregado por alguns é falso moralismo, hipocrisia. Hoje, em grandes emissoras de TV, a gente vê coisa muito pior. Entram nos nossos lares, sem pedir permissão, coisas muito piores do que isso. Foi de uma hipocrisia muito grande, um falso moralismo muito grande. Não tenho nada contra o vídeo", comentou.

Na conversa com a reportagem, o presidente do Goiás pediu para que algumas medidas do clube para o público feminino fossem citadas, como o "Espaço Mulher" montado no estádio da Serrinha, no qual "a mulher pode fazer um retoque de maquiagem ou trocar de roupa com mais discrição". Marcelo também destaca que as mulheres têm entrada gratuita em alguns jogos.

Ele também mencionou o fato de que o Esmeraldino tem um time feminino de futebol - porém, vale ressaltar que esta é uma obrigação imposta às equipes que disputam a Série A do Brasileirão no masculino. "Em hipótese alguma, não admito que digam que nós tratamos a mulher como um objeto. O nosso respeito pela mulher é máximo", concluiu.

Foto: reprodução/Goiás EC

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