Santos perdeu para o Atlético e ficou fora da Copa do Brasil. Foto: Ivan Storti/Santos FC

Santos perdeu para o Atlético e ficou fora da Copa do Brasil. Foto: Ivan Storti/Santos FC

Semifinal do Campeonato Paulista, Primeira fase da Copa Sul-Americana e oitavas da Copa do Brasil. O Santos de Jorge Sampaoli acumulou ontem sua terceira eliminação em mata-matas no ano. O que acontece? O que falta ao Santos e quais são os desafios do argentino para o restante da temporada?

Desde que chegou ao Peixe, a palavra "adaptação" ao sistema foi constantemente repetida e voltou à tona. Os 20 minutos iniciais de jogo mostraram exatamente aquilo que Sampaoli quer ver do time: marcação pressão, linhas altas, sufoco na saída de bola adversário e, com a bola nos pés, triangulações rápidas com aproximação.

No entanto, o Santos não conseguiu manter a intensidade e o perde-pressiona, dois dos mandamentos do "Sampaolismo", após esses minutos iniciais. O Peixe viu o Galo igualar o jogo e tomou dois gols exatamente por jogar com a defesa alta, com enfiadas precisas de Cazares. O técnico santista sempre fala em "defender com a bola", mas a equipe não conseguiu manter a posse depois que abriu o placar.

Os jogadores do Santos já parecem ter assimilado a concepção de jogo de Sampaoli, mas tem dificuldade em mantê-la durante o jogo todo. Ontem, mesmo diante da alteração do argentino no intervalo, o Peixe não conseguiu dar resposta ao crescimento do Atlético-MG na partida, não "protagonizou" mais depois do bom início, e foi castigado com o gol no fim.

Na noite de ontem, o Santos até teve mais controle de jogo na segunda etapa, mas não conseguiu criar jogadas de perigo e insistiu nos chutes de longa distância: foram 14 finalizações erradas, a maioria de fora da área.

O cenário foi parecido com a eliminação para o River Plate (URU) pela Copa Sul-Americana, quando o Peixe teve a bola, mas falhou em agredir o adversário e viu o rival marcar em um contra-ataque. Diferente, porém, do duelo contra o Corinthians, quando dominou totalmente as ações e pecou na falta de um finalizador para colocar a bola nas redes; na época o Peixe ainda buscava um camisa 9.

Fato é que, agora, o treinador tem finalmente tudo o que pediu em mãos. A diretoria santista abriu os cofres para trazer 10 reforços para o time profissional, reforçando todos os setores e funções: o goleiro Everson, laterais Jorge e Felipe Jonatan, zagueiro Felipe Aguilar, volantes Jobson e Jean Lucas, meia Cueva, atacantes Soteldo e Marinho, além do tão sonhado centroavante Fernando Uribe.

Nas duas exibições que fez até agora, Uribe não convenceu, mas o colombiano foi defendido por Sampaoli em entrevista coletiva. O argentino explicou que o centroavante está longe dos 100% e faz um "favor" em atuar desde já.

"Uribe nos faz um favor, muito tempo sem treinar e jogar. Não está no 100%. Temos muita confiança nele para o futuro. Em forma, será um jogador ótimo para o Santos", disse Sampaoli.

O Peixe volta a campo neste domingo, às 19h, para enfrentar o mesmo Atlético-MG pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro, desta vez na Vila Belmiro.

 

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