Neozelandês partiu da posição de honra no grid do oval. Foto: IndyCar/Divulgação

Neozelandês partiu da posição de honra no grid do oval. Foto: IndyCar/Divulgação

Há exatos nove anos, o neozelandês Scott Dixon (Chip Ganassi-Honda) conquistava a pole para 101ª edição das 500 Milhas de Indianápolis, prova que acabou sendo vencida pelo japonês Takuma Sato (Andretti-Honda), que travou uma disputa eletrizante com o brasileiro Helio Castroneves (Penske-Chevrolet) na parte final no oval mais famoso do mundo.

Dixon segue firme na Indy e no próximo domingo, dia 28, estará no oval para mais uma edição das 500 Milhas, partindo da segunda fila, em quarto lugar, pela mesma equipe, a Chip-Ganassi. 

Helinho completou a corrida na segunda colocação e o britânico Ed Jones ficou em terceiro. Tony Kanaan (Chip Ganassi-Honda) foi o quinto.

Aliás, Sato voltou a vencer as 500 Milhas de Indinápolis na edição de 2020.

Estreando na Indy, o espanhol Fernando Alonso, que na ocasião abriu mão de disputar o GP de Mônaco de Fórmula 1 pela McLaren-Honda, competiu justamente pelo time formado pela McLaren nas 500 Milhas e fez bonito na classificação, conquistando o quinto lugar no grid, partindo da segunda fila (nas 500 Milhas são três carros por fila).

Alonso, atualmente piloto da Aston Martin na Fórmula 1, chegou a liderar a prova, mas abandonou a 21 voltas para o final, quando foi traído por uma quebra no motor Honda, fabricante que fornece motores exatamente para a Aston Martin de Alonso e Stroll na Fórmula 1.

NA CORRIDA, ACIDENTE FORTE COM DIXON

Se na classificação tudo foi perfeito para Scott Dixon, na corrida a dinâmica foi bem diferente.

Na volta 53, Jay Howard tocou no muro, perdeu velocidade, veio para o meio da pista e Scott Dixon o acerto em cheio. O carro de Dixon decolou e bateu perigosamente de lado na proteção lateral, è esquerda, felizmente sem ferimentos ao piloto.

Entrada do pace-car e interrupção da prova na volta 56. Todos os carros foram para o pit-lane para que os carros e detritos fossem recolhidos, o asfalto limpo e o alambrado consertado.

Dixon segue na Indy pela mesma equipe, a Chip Ganassi, e lidera o campeonato de 2021 com 176 pontos, 13 à frente de seu companheiro de equipe, o espanhol Álex Palou.

A PROVA DESTE ANO

A tradiional corrida deste ano em Indianápolis está marcada para o próximo domingo (24), com largada às 13h45. Haverá três opções para acompanhar a prova: Band (aberta); ESPN (fechada) e Disney + (streaming).

A Chip Ganassi, a exemplo da prova de 2017, conseguiu a pole, mas desta feita com o espanhol Alex Palou. Scott Dixon, o pole de 2017, vai largar em décimo lugar. Ele segue competindo pela Chip Ganassi.

DOIS BRASILEIROS ESTARÃO NO GRID DAS 500 MILHAS DE INDIANÁPOLIS DESTE ANO

Estreando no oval de Indianápolis, Caio Collet (AJ Foyt) havia conquistado o décimo lugar, mas uma irregularidade no seu carro determinou uma punição. Assim, ele largará na última fila, em 32º,

O ribeirão-pretano Helio Castroneves, vencedor nas edições de 2001, 2002, 2009 e 2021, parte do 14º lugar. Ele compete pela Meyer Shank Racing.

Apenas outros três pilotos venceram as 500 Milhas de Indianápolis por quatro vezes: AJ Foyt, Al Unser (1939-2021) e Rick Mears. Helinho, pela Indy, disputa apenas as 500 Milhas de Indianápolis neste ano. Em contrapartida, faz a temporada completa da Stock Car.

GRID PARA AS 500 MILHAS DE INDIANÁPOLIS DE 2017 (NOVE PRIMEIROS COLOCADOS)

O TREINO QUE DEFINIU A POLE DAS 500 MILHAS DE INDIANÁPOLIS EM 2017

Os nove pilotos que se qualificaram no chamado "Fast Nine", foram à pista na ordem inversa das posições que conquistaram na sessão anterior, assim, Marco Andretti foi o primeiro a estabelecer sua marca, com média de 230.474 mph.

Em seguida, Tony Kanaan tomou a dianteira mas a alegria do brasileiro durou apenas até Fernando Alonso percorrer suas quatro voltas no mais famoso oval do mundo. O espanhol, naquela altura, era o líder, com 231.300 mph.

Depois foi a vez de Will Power, mas o australiano não foi melhor que nenhum de seus concorrentes.

O quinto a buscar sua classificação foi Alex Rossi, o vencedor da prova do ano anteiror. E o norte-americano mostrou velocidade. Com 231.487 mph, superou a marca de Alonso e subiu para o topo da tabela.

J.R.Hildebrand veio na sequência e cumpriu um bom papel para ficar com a terceira colocação, tirando Tony Kanaan da primeira fila.

Sétimo a entrar na pista, Scott Dixon fez 232.164 mph para assumir o primeiro lugar, restando as voltas de Takuma Sato e Ed Carpenter.

O japonês fez uma primeira volta mais rápida que Dixon, mas caiu de rendimento na segunda e nas outras duas, mas ainda assim ficou com o terceiro lugar.

Por fim, Ed Carpenter foi à luta para tentar tirar Dixon da pole, mas não conseguiu. Ele fez suas quatro passagens com a média de 231.664 mph, performance que lhe garantiu o segundo lugar.

Assim, a primeira fila ficou com: Scott Dixon, Ed Carpenter e Alex Rossi. Na segunda fila, Takuma Sato, Fernando Alonso e J.R.Hildebrand.

A terceira fila contou com Tony Kanaan, Marco Andretti e Will Power.

Fernando Alonso obteve a média de 231.300 MPH e garantiu o lugar do meio da segunda fila, em quinto. Foto: IndyCar/Divulgação

 


      

  

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