Já percebeu como no dia da eleição para troca de comando em seu clube são sempre aqueles dois, três mil que votam? Foto: Divulgação

Já percebeu como no dia da eleição para troca de comando em seu clube são sempre aqueles dois, três mil que votam? Foto: Divulgação

Os clubes brasileiros, em sua maioria, são enormes tetas, rodeadas por sugadores famintos. É assim no Corinthians, no Palmeiras, no São Paulo, para ficar só nos paulistas. Na Portuguesa também já foi. Só não é assim hoje, porque o clube está à beira da falência. Mesmo assim, quem está no comando não quer largar o ainda saboroso mamilo lusitano.

Você aí, simples torcedor de arquibancada, que trabalha a semana toda e só quer ver a sua paixão em campo, não imagina como a disputa é grande pelo poder em uma agremiação de futebol. Luta pelo poder, que também pode ser entendida como briga pelo dinheiro. E o dinheiro rola solto no time pelo qual você aí torce feito um ensandecido.

Já percebeu como no dia da eleição para troca de comando em seu clube são sempre aqueles dois, três mil que votam? Pois é, estes poucos milhares são formados pelo pessoal que gravita em torno do poder. Eles frequentam o clube quase diariamente. Muitas vezes se contentam com uma singela carteira de diretor. Mas também há os que almejam algo melhor e mais rentável. Um cargo de diretor de futebol, por exemplo.

Fazem parte da chapa, distribuem santinhos, em busca, claro de algum privilégio. Que tanto pode ser um emprego bem remunerado no clube, como a possibilidade de se encostar nas categorias de base ou ter acesso à compra e venda de jogadores.

Não trabalham de graça.O único que torce e gasta o seu rico dinheiro em ingressos é você, cara leitora, caro leitor.

Escrevo tudo isto por causa dos episódios vergonhosos que acontecem no Santos nesta segunda-feira, 11/11.

Logo pela manhã, Orlando Rollo, cuja trajetória no clube justifica plenamente o sobrenome, surgiu em um dos portões da Vila Belmiro cercado por duas dezenas de ex-funcionários do clube, demitidos pelo atual presidente, José Carlos Peres, no início de seu mandato.

Consta que todos eram aliados de Rollo. Peres e Rollo entraram em rota de colisão. A briga resultou em pedido de impeachment de José Carlos Peres, recusada pelos sócios em votação.

Após a decisão dos sócios, Peres, alegando traição, tirou todos os poderes do vice. Semana passada, a maioria dos conselheiros consideou ilegal a decisão de Peres e abriu as portas para Rollo retornar e reassumir o cargo de vice-presidente do clube.

Pois foi o que Rollo fez nesta segunda-feira. Foi ao clube e uma das primeiras providências que tomou foi trocar alguns membros do Comitê de Gestão do Santos. Claro, tirou os membros que em sua visão são seus desafetos, substituindo-os por pessoas de sua confiança.

O caso ainda será analisado pelo Conselho Deliberativo, que tem o eterno dirigente do clube, Marcelo Teixeira, como presidente.

Peres, que está suspenso por 15 dias pelo STJD, por ter dito que o VAR favorece o Flamengo, reagiu e disse que Rollo não pode tomar medidas administrativas. Garante que a sua suspensão só vale para questões ligadas ao futebol, que tenham a ver com a CBF e FPF.

Enfim, o rolo, perdão, Orlando Rollo, pelo trocadilho, está formado. O fato é que houve bate-boca entre seguranças do clube e o grupo de aliados de Orlando Rollo na entrada do alçapão. Triste. Lamentável. Em campo, comandado por Jorge Sampaoli, o time do Santos faz campanha elogiável. Fora dos gramados, nos bastidores, os cartolas, da situação e da oposição, Rollo e Peres, fazam o que podem para trabalhar.

Resta a Jorge Sampaoli e a Paulo Autuori, diretor remunerado, avaliar se vale a pena permanecer neste rolo ano que vem, ou não.

Ambos são profissionais sérios. Dos que só atrapalham há dúvidas se dá para dizer o mesmo.

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