Gesto de Megan Rapinoe na comemoração do título dos EUA na Copa do Mundo comove pelo simbolismo. Foto: Lionel Bonaventure/AFP/via UOL

Gesto de Megan Rapinoe na comemoração do título dos EUA na Copa do Mundo comove pelo simbolismo. Foto: Lionel Bonaventure/AFP/via UOL

Quando penso em um gol de pênalti, lembro do pãozinho da padaria: rápido, quentinho e de fácil consumo; correu, bateu… CAÇAPA! É assim no Rio, em São Paulo, em Londres, em Moscou, no entanto, não foi assim em Lyon, neste domingo. Megan Rapinoe bateu no canto esquerdo da goleira holandesa van Veenendaal, que travou torta no meio do gol, abrindo a lata na decisão da Copa do Mundo e lavrando caminho para os 2 a 0 finais. Até aí, trivial, não fosse a comemoração.

Rapinoe, ativista conhecida mais recentemente pelas botinadas no presidente Donald Trump, correu serena para a linha lateral e parou, deu um passo atrás, girou e voltou-se ao público, de braços abertos. Braço esquerdo mais alto que o direito, num longo abraço que envolveu o mundo. Esse gesto que parece banal ou um jeito “marrento” de dizer que era ela, capitã, mandava no jogo; contudo era mais, o final feliz de um Mundial marcante para a histórias delas no esporte.

A Copa do Mundo delas em 2019 teve o maior holofote de todos os tempos, chegando a 11 milhões de pessoas na França, mais 30 milhões no Brasil; informações e impressões filtradas e compartilhadas nos textos e fotos de 1,3 mil repórteres e fotógrafos credenciados para a competição. O futebol com elas caiu nas graças e corações de mentes de todos os gêneros, credos, nações. Elas abraçaram o mundo, que as abraçou.

Por isso, a imagem de Rapinoe é tão linda e impactante; ademais ser a meio-campo uma das melhores jogadoras do mundo, ela sabe que tem uma imagem a passar. O sorriso preso no semblante vitorioso da líder yankee com os braços erguidos é o estandarte que avisa a chegada definitiva a um território que sempre deveria ter sido delas; um mapa conquistado com sorriso, classe, força e bola na rede. O caminho ainda é longo - elas sabem - para a igualdade, que é o merecido Santo Graal que o cenário feminino merece e irá conquistar.

A emoção de ver um momento histórico é o que move o coração de um jornalista e essa foto trouxe-me um profundo impacto; a Copa do Mundo de 2019 arrendou público nos estádios, audiência às televisões, comentários e trending topics ao Twitter, discussões nas mesas redondas. Megan Rapinoe mandou avisar: “Quem nunca nos viu, aqui estamos, chegamos e ficaremos. Juntem-se a nós”. Tanta mensagem sem uma palavra. Lindo, não?

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