Há umas duas semanas tomei o metrô na Consolação e ele estava mais lotado do que o normal. Mal dava para entrar. Logo percebi o motivo da superlotação: torcedores com a camisa do Corinthians iam para o estádio torcer pelo seu time. Imaginei o sucesso que deveria ser trabalhar com uma marca dessas, com tantos aficionados.
Logo me dei conta, porém, que Corinthians, São Paulo, Vasco, Santos, times seguidos por milhões de fanáticos, vivem situações financeiras terríveis, provocadas por administrações incompetentes e temerárias, para dizer o mínimo. Assim, mesmo com públicos consumidores imensos, vivem no vermelho, vítimas da gastança e da falta de planejamento de dirigentes ineptos e, invariavelmente, vaidosos.
Dizem que o exemplo vem de cima, e não há como contestar esse ditado ao constatar como o governo federal malversa o dinheiro público. Celeiro do mundo, país imenso de clima bom o ano todo, livre de tempestades naturais e com um povo criativo e motivado, o País tem uma dívida total que já alcança 82,5% do seu PIB e em um ano acumulou o recorde de um trilhão de reais apenas em juros.
O pior é que essas sangrias seguem impunes, sem levar ninguém para a cadeia. Um amigo costuma dizer que não há cargos mais seguros para os mal-intencionados do que a presidência de um clube de futebol ou um alto posto executivo na política brasileira. Mesmo que as evidências de corrupção sejam fartas, tudo costuma acabar em pizza.
No metrô, os apaixonados corintianos se espremiam para ver o seu time no Neo Química Arena, estádio que inicialmente deveria custar 985 milhões de reais, mas agora, com a dívida corrigida, deve chegar a 1,6 bilhão. Mama mia, quem vai pagar isso?
A resposta estava ali, na minha frente. Esses mesmos torcedores, que choram, riem e brigam por seu time, no final acabarão pagando pelos erros dos dirigentes, assim como o brasileiro continua pagando, eleição após eleição, por acreditar nas promessas dos manipuladores.
Lançamento da biografia de Toninho Guerreiro em Bauru
Na próxima quarta-feira, 30 de setembro, a partir das 18 horas, estarei em Bauru para o lançamento do livro “O céu e o inferno de Toninho Guerreiro”, a biografia de um dos maiores artilheiros do nosso futebol, ídolo de Noroeste, Santos e São Paulo.
O evento ocorrerá na tradicional Padaria Vó Angelina, na rua Virgílio Malta, 18-87, bairro Altos da Cidade. Estarão presentes craques de várias gerações do Noroeste, jornalistas, amigos e parentes de Toninho, entre eles suas filhas Greice e Graciela.
Em uma deferência especial à cidade natal de Toninho, a mesma que revelou Pelé para o futebol, o livro terá um desconto superior a 20% e será oferecido, apenas nessa noite, por 69 reais. Estarei lá para as dedicatórias e um papo com os amigos do futebol bauruense e região.