É missão ingrata torcer contra uma seleção que leva para o gramado o coração e a alma de todos os argentinos. Foto: Instagram/AFA

É missão ingrata torcer contra uma seleção que leva para o gramado o coração e a alma de todos os argentinos. Foto: Instagram/AFA

É duro torcer contra a Argentina...

Esse pensamento veio à minha cabeça logo após o gol de empate dos hermanos, marcado por Enzo Fernández, aos 40 minutos do segundo tempo. Estava sendo até ali uma avalanche de ataques da seleção comandada por Scaloni.

Após abrir o marcador, a Inglaterra recuou. Além de recuar, seu técnico, o alemão Thomas Tuchel, mostrou que estava se borrando de medo.

E tome alterações para fazer com que a sua seleção ficasse mais defensiva.

A Argentina foi pra cima.

Enfileirou ataques e oportunidades para marcar, até conseguir o gol de empate.

O segundo gol dos argentinos era uma questão de minutos, de segundos, talvez. E ele veio aos 92 minutos, feito por Lautraro Martinez.

Thomas Tuchel não deve ter visto os jogos da Argentina contra a Suíca, Cabo Verde e Egito.

Foram vitórias sensacionais, que deveriam servir de exemplos para que Thomas Tuchel não fosse tão covarde.

A vitória argentina veio.

Merecida.

Você, caro leitora, cara leitora, deve estar se perguntando o motivo de eu torcer contra a Argentina em uma semifinal de copa contra uma seleção européia.

Explico: Se levar este caneco, a Argentina chegará aos seu quarto título em mundiais. Ficará, portanto, colado ao Brasil, com seus cinco títulos e nenhuma perspectiva de conquistar o hexa nas próximas copas.

Torci contra a Argentina contra Cabo Verde, Egito e nesta quarta-feira, contra os ingleses.

Não torço mais.

É missão ingrata torcer contra uma seleção que leva para o gramado o coração e a alma de todos os argentinos.

E, contra a Inglaterra, a Argentina tinha um motivo a mais para morrer em campo pela vitória.

A rivalidade histórica com os ingleses por causa o artquipélago do Atlântico Sul, “Malvinas”, para os argentinos, “Falklands”, para os ingleses.

Eu, que tantas vezes já fui à Argentina, pois tenho amigos lá, me rendo.

Domingo, contra a Espanha, serei mais um a gritar, a plenos pulmões: Argentina!!! Argentina!!!

É provável, mas não é certeza, que eu faça isso mesmo. Pois além do tetra, que não quero que a Argentina conquiste, faço ressalvas aos argentinos por eles sempre insistirem em dizer que Maradona foi melhor do que Pelé.

Não foi.

Nenhum jogador, nem Maradona, e muito menos Lionel Messi, foi ou será melhor do que o Atleta do século.

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