Novo treinador santista estreia no próximo domingo (24), diante do Fortaleza. Foto: Ivan Storti/Santos FC

Novo treinador santista estreia no próximo domingo (24), diante do Fortaleza. Foto: Ivan Storti/Santos FC

Oficialmente apresentado como novo treinador do Santos, Lisca chegou ao Peixe esbanjando carisma. Em sua primeira entrevista coletiva como técnico alvinegro, o gaúcho brincou com jornalistas, contou histórias de sua carreira e, claro, falou do desafio de assumir um clube desse tamanho e da evolução de sua carreira.

“Uma oportunidade de ouro. Um clube que dispensa comentários. O Santos tem dimensão mundial. O Santos se confunde com a história do futebol brasileiro. Vejo o muro ali. É tanta gente. Um orgulho enorme. Momento especial. Comecei na base do Inter em 1990. Tenho orgulho de todos os clubes que passei, cada um com a sua grandeza. A evolução é gritante. Hoje o Santos está na Série A, projeta profissionais. Vou aproveitar ao máximo todo momento. Só aprendemos a viver quando aceitamos a morte. Todo mundo vai morrer aqui, sinto dizer. Não adianta guardar muito que no caixão não dá para levar. Vou aproveitar ao máximo. Uns eu fico mais, outros menos. Vou aproveitar ao máximo. Pretendo ficar até o fim de 2023, mas a vida de treinador é agitada. Antigamente ficava louco. Hoje vejo com naturalidade”, disse o novo treinador santista.

Lisca destacou que já vinha acompanhando bastante o Peixe e falou um pouco de seus conceitos.

“Vinha acompanhando o Santos de perto. Gostei muito do resultado ontem. Ficou claro que não controlamos o jogo. Cada treinador tem a maneira de trabalhar. Gosto de marcação por zona. Bola, espaço, companheiros e adversário. O Santos é fixado no adversário. O adversário nos manipula e acaba abrindo descompactação do time. O que vem primeiro? Atacar ou defender? Para você atacar bem, tem que defender bem. Bem posicionado para iniciar o processo. Quando você perde a bola, tem que estar posicionado para o processo de recuperação de bola. Já comecei a introduzir conceitos como iniciação de jogo, preenchimento de espaços, sincronia de movimento. Temos jogadores de potencial, mas não temos uma equipe forte coletivamente. Criamos poucas chances, mas fomos efetivos porque temos um centroavante diferenciado. Quero potencializar com um coletivo forte”, declarou.

O treinador também falou sobre a utilização dos meninos revelados na base santista. Para Lisca, é fundamental para a evolução dos jovens jogadores que a equipe seja forte e equilibrada, e assim eles ganharão destaque.

“Os meninos são homens desde cedo no futebol. Começam com 10 anos. Com 16 anos fazem contrato. Geralmente são carro-chefe da família. Trabalhei com muitos e todos tinham essa característica. Hoje, Marcos Leonardo recebeu placa de 100 jogos. Tem 19 anos. Não é mais menino. Idade não é maturidade e experiência. São situações vividas no futebol. O Marcos é menino da Vila pelo emblemático, mas já é um homem. Não vamos perder o glamour dos meninos da Vila. Temos que cuidar. Eles são muito bajulados. Temos que colocar eles no chão. Tenho experiência em formação. É deixar o jogador pronto para jogar no profissional. É isso que pretendo fazer. Me aproximar da base. Temos essa facilidade. O sub-20 treina junto no CT. Já vi na Copinha como Lucas (Barbosa), o Rwan Seco. Vim para aprender com os meninos também e para mostrar o caminho de se tornar um jogador profissional”, afirmou.

“Eles precisam jogar numa equipe forte, equilibrada. Controlar o jogo, que a torcida veja isso. Que possamos explorar as características deles e que essa soma faça que o desempenho seja maior ainda. Desafio do treinador é encaixar as peças e que uma melhore a outra”, disse Lisca.

“Os meninos não podem ser a solução. Eles tem que ser a esperança. Naturalmente, eles vão virar a solução, como o Marcos Leonardo”, completou.

Uma das fortes críticas ao treinador são os trabalhos curtos em seu currículo. Questionado sobre o assunto, Lisca explicou essa marca em sua carreira.

“Alguns trabalhos eram com prazos determinados. Inter era para três jogos. Celso pediu demissão faltando três rodadas. Sabia que não iria permanecer. Guarani, mesma coisa. Últimas 12 rodadas. Meu início de carreira foi marcado muito por isso. Ceará, primeira passagem, também. Eram 12 jogos. No Criciúma, foi opção minha. Trabalho era visando o campeonato catarinense e o presidente visava colocar jogadores jovens no mercado. Não me apego a trabalho. Quando os objetivos são diferente, não me apego a multa. O Vasco era trabalho para o acesso. Detectei que precisava de mudanças. Conversei com o presidente e era inviável pela situação financeira. Quando cheguei o dinheiro acabou. A partir dali tínhamos dificuldades financeiras e era inviável”, explicou.

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