Neymar se lesionou na partida diante do Qatar, em Brasilia. Foto: Reprodução/Instagram

Neymar se lesionou na partida diante do Qatar, em Brasilia. Foto: Reprodução/Instagram

A goleada por 7 a 0 do Brasil sobre Honduras ontem, no Beira-Rio, fez mais do que embalar a equipe para a Copa América. Pela primeira vez desde a revelação do caso pelo UOL Esporte no último sábado, a acusação de estupro de Najila Trindade contra Neymar não teve protagonismo no ambiente da seleção brasileira.

O clima depois da partida foi leve. Com Tite na coletiva e com os jogadores na zona mista, o papo foi sobre futebol. Neymar só foi assunto quando atletas como Coutinho precisaram falar do desempenho do time na ausência do camisa 10.

"Olha, o Ney faz falta pra nossa seleção, faria falta em qualquer seleção do mundo. Infelizmente não vai poder contar com ele, a responsabilidade é de todos, como foi feito hoje, todo mundo dando o máximo e se doando" disse o meia, melhor jogador em campo.

A situação contrasta completamente com a dos últimos dias, do sábado da denúncia até esta sexta-feira. Ao longo da semana, a seleção conviveu com questionamentos diários sobre o caso, visitas policiais na concentração e o drama envolvendo a lesão e o corte de Neymar em meio à sua defesa das acusações.

Neymar virou investigado no domingo, ao se defender do boletim de ocorrência registrado por Najila com um vídeo que mostrava as conversas entre ele e a modelo, com fotos íntimas dela. Em duas ocasiões, a Polícia Civil do Rio de Janeiro visitou a concentração da seleção, na Granja Comary, a procura do jogador.

Ainda na Granja, Tite foi bombardeado na segunda-feira com mais de 20 perguntas sobre o assunto. Claramente constrangido, tentou entrar em poucos detalhes, dizendo que não poderia emitir julgamento.

"Primeiro, eu sei da importância do assunto, tenho a real dimensão. Sei que o assunto é pessoal e que tem um tempo para que as pessoas possam julgar os fatos, tempo, eu não vou me permitir julgar os fatos. O que posso afirmar e passar para vocês, tenho três anos de convívio e os assuntos que tratamos pessoais foram leais", disse.

O assunto seguiu a seleção até Brasília, onde ocorreu o amistoso diante do Qatar, no dia 5. Neymar se emocionou ao receber apoio da torcida na chegada ao hotel onde a equipe estava hospedado. Dentro de campo, foi ovacionado a cada toque na bola, até torcer o pé aos 17 minutos do primeiro tempo.

Enquanto a seleção decidia pelo corte de Neymar,o caso se transformou em um circo de mídia. Entrevistas, vazamentos de prints de conversas e cobertura constante nos programas policiais. Por volta de 2h da manhã de quinta-feira, o atacante foi cortado.

A saída de Neymar gerou alívio entre dirigentes da CBF, mas não extinguiu o assunto no ambiente de seleção. Se Tite preferiu não julgar, os demais atletas julgaram - absolveram Neymar e, no caso do volante Arthur, condenaram Najila.

Todos os atletas questionados sobre o assunto passaram mensagens de apoio ao jogador, com o volante do Barcelona destoando ao atacar a mulher que acusa o amigo. "Quer seguidores no Instagram", disse na sexta.

Neste domingo, a sensação é de chave sendo virada. Os questionamentos, agora, só devem reaparecer em caso de novos desdobramentos do caso. Sem Neymar, a seleção começa a virar o foto para o futebol e para a competição continental que começa no dia 14 de junho, diante da Bolívia, no Morumbi.

A delegação viajoi para São Paulo na noite de ontem, e treina hoje no Pacaembu, às 15h30.

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