O Portal Terceiro Tempo preparou um especial para a Copa do Mundo 2014, com entrevistas, vídeos, culinária e outros quesitos, que só o TT pode unir para para você

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Especial Copa do Mundo: Diogo Miloni, Ednilson Valia, Marcos Júnior, Kaique Lopreto, Kennedy Andrés, Roberto Gozzi, Thiago Tufano, Túlio Nassif e Silvio Luis

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A única ameaça direta ao pentacampeonato brasileiro. A Squadra Azzurra mudou seu estilo de jogo e deixou para trás o pragmatismo de defesas impenetráveis e marcação forte. Mesclando juventude e experiência, o técnico Cesare Prandelli tem alcançado bons resultados na Seleção Italiana e traz ao Brasil um time muito melhor que na Copa passada.

            Com quatro títulos - 1934, 1938, 1982 e 2006 - a Itália classificou-se para 2014 de maneira invicta: foram seis vitórias e quatro empates. A artilharia da Azzurra nas Eliminatórias foi dividida entre Mário Balotelli e Pablo Osvaldo, ambos com cinco gols, porém, só o atacante do Milan foi confirmado pelo treinador na lista dos pré-convocados para o Mundial.

            Entre os chamados, destacam-se os renomados Pirlo, De Rossi, Buffon, Chiellini, Marchisio e Montolivo, e ganharam espaço jovens, como De Sciglio, Darmian, Verratti e Destro. Dos trinta jogadores da pré-lista, são vinte e dois estreantes e três atletas que já foram campeões do mundo em 2006, na Copa da Alemanha.

            No Grupo D, que é considerado por alguns especialistas como o mais equilibrado da competição, a Itália terá grandes desafios pela frente. Debutará diante da Inglaterra, dia 14 de junho, em Manaus; o segundo jogo, diante da Costa Rica, dia 20 de junho, em Recife, será importante para aumentar o saldo de gols contra o adversário mais fraco da chave; a última rodada trará a força do Uruguai, dia 24 de junho, em Natal, na partida que pode definir quem fica com a vaga para a segunda fase do Mundial.

            Se depender da história em Copas, o fanático torcedor italiano pode ficar confiante. O retrospecto é muito favorável à Azzurra: em dezenove Copas, os europeus ficaram de fora apenas em duas oportunidades - 1930 e 1958 - e deixaram de participar da segunda fase apenas uma vez, justamente na Copa de 2010, na África do Sul, considerado o maior vexame da seleção em Mundiais.

    Natural de Orzinuovi, cidade italiana da região da Lombardia, Cesare Prandelli nasceu em 19 de agosto de 1957 e atuou em grandes equipes de seu país. Meio-campista de técnica limitada, mas muita entrega, Prandelli atuou por Cramonese, Atalanta e Juventus. Em 1993, debutou como treinador do Atalanta, dando início à uma carreira de boas campanhas em times modestos. A temporada de 2004 foi especial para o comandante, que assumiu a Roma, seu primeiro desafio de grande porte. No ano seguinte, foi contratado pela Fiorentina, onde permaneceu até 2010.

            Após a traumática queda da Azzurra na Copa da África do Sul, em 2010, Cesare foi chamado para assumir o cargo deixado por Marcelo Lippi na Seleção Italiana. Na Eurocopa de 2012, surpreendeu a todos e levou sua equipe para a grande decisão, eliminando no caminho a poderosa Alemanha. Na final, goleada sofrida para a Espanha, mas o gosto de que este time havia mudado seu estilo de jogo e deixou para trás o velho pragmatismo, assumindo mais a ofensividade do futebol italiano.

            Aliás, o destaque no setor de ataque é o polêmico e carismático Mário Balotelli. Com doze gols em vinte e nove jogos pela equipe principal da Itália, o "Super Mário" é a principal esperança de gols do time. Mas o lado marrento do camisa nove não agrada tanto o "professor". Prandelli já teve problemas de relacionamento com o astro e até cogitou ir para o Mundial sem contar com o centroavante do Milan. Porém, Balotelli é hoje indispensável para a Azzurra e pode ser o responsável pelo tetra virar penta.

            No esquema tático de Cesare Prandelli, o 4-5-1 engana. Com a provável escalação Buffon; Abate, Bonucci, Chiellini e De Sciglio; Thiago Motta, De Rossi, Pirlo, Motolivo e Marchisio; e Balotelli à frente, a Azzurra chega facilmente com dois jogadores do meio-campo mais próximos da área. Motolivo e Marchisio são os "elementos surpresa", aparecendo muito bem para arremates de dentro e fora da área, servidos pelo maestro Andrea Pirlo, que parece sofrer da síndrome do vinho: melhora a cada ano que passa.

- Entre os trinta jogadores selecionados para a pré-lista de Prandelli, apenas três atuam fora do país: Sirigu, Thiago Motta e Verratti. Coincidentemente, ambos defendem o Paris Saint-Germain, da França.

- Até hoje, o único campeão duas vezes consecutivamente é o italiano Vittorio Pozzo, campeão em 1934 e 1938.

- Apenas uma vez, justamente na Copa de 2010, a Itália ficou de fora da fase de oitavas de final em Mundiais.

- Buffon, De Rossi e Pirlo são remanescentes da equipe campeã do mundo, em 2006, na Alemanha. Todos ainda titulares.

- Presente na pré-lista de Prandelli, Giuseppe Rossi não é italiano. Nascido em Nova Jersey, o atacante da Fiorentina é filho de italianos e teve a chance de atuar pela seleção norte-americana, mas preferiu a nação dos patriarcas.

- Quatro jogadores da pré-lista são naturalizados: Paletta (Argentina), Rossi (Estados Unidos) e os brasileiros Thiago Motta e Rômulo.

0 - Companheiros para Balotelli - acima da média entre os atacantes italianos, o polêmico jogador do Milan não tem ainda nenhum parceiro ideal para a dupla de ataque, o que gera a mudança no esquema tático de Prandelli.

1 - Dependência de Pirlo - o craque da Juventus tem se reinventado. A saída do Milan fez muito bem ao meio-campista, que volta a atravessar ótimo momento na carreira. Porém, os companheiros de meio-campo estão bem abaixo tecnicamente e reservas à altura são raros.

2 - Jogos no Norte e Nordeste - o Grupo D enfrentará sérios problemas em suas sedes. A Itália atuará em Manaus, Recife e Natal, todas cidades de clima seco e temperaturas altas.

3 -Trauma de 2010 - eliminados na primeira fase com três empates, a Azzurra precisa exorcizar o fantasma da Copa da África.

4 - Grupo da Morte? - Duelos equilibrados diante de Inglaterra e Uruguai, e a necessidade de golear a Costa Rica prometem dificultar a vida da Itália.

5 - Experiência e juventude - o grupo é renovado, mas seus principais jogadores ainda são os mais experientes. Pirlo, De Rossi e Buffon podem sofrer com o ritmo intenso; já os jovens De Sciglio, Destro e Verratti estão expostos à falta de experiência internacional.

6 -  Campanha nas Eliminatórias - Invictos nas eliminatórias, os italianos chegaram com o moral elevado para a Copa. Batendo adversários tradicionais, como Dinamarca, República Tcheca e Bulgária, a Azzurra provou que consegue ser tão eficiente ofensivamente, quanto defensivamente.

7 - Defesa sólida - Chiellini, Bonucci, Barzagli e Ranocchia são beques experientes e de muita qualidade defensiva. Com De Rossi fazendo bem o papel de saída de jogo para desafogar a zaga, o gol italiano pouco ficará exposto às investidas inimigas.

8 - Pessimismo - Só os italianos mais fanáticos colocam sua seleção entre as favoritas para o Mundial. É inegável que a Itália está atrás de Brasil, Argentina, Espanha, Alemanha e Holanda, mas esta "descrença" mundial pode ajudar o time a se superar na Copa.

9 -  Cesare Prandelli - Inteligente, ofensivo e versátil, Cesare Prandelli é um treinador da nova geração italiana. Fez boas campanhas em times medianos e ficou seis temporadas à frente da Fiorentina, sendo responsável pela melhora dos resultados da Viola. Na Eurocopa de 2012, levou seu time à grande decisão e, mesmo sendo goleado pela Espanha, o gosto dos italianos não foi nada amargo.

10 - Balotelli - Em mesmas proporções idolatria e polêmica. Mário Balotelli não foge de perguntas difíceis e é o tipo de jogador que responde à questão "por que você não comemora seus gols?" com a genial declaração: "o carteiro comemora quando entrega uma carta? Eu só faço meu trabalho". Marrento e objetivo, o atacante promete dar o que falar na Copa de 2014 e pode ser o diferencial para levar a Azzurra mais longe do que se imagina.

A origem do azul, presente na camisa da Itália foge completamente das cores presentes na bandeira do país: verde, vermelho e branco. Pelo simples fato do branco ser mais barato que outras tonalidades, a primeira Seleção Italiana fez o uso dessa cor, em 1910. No ano seguinte, na partida contra a rival Hungria, os dirigentes italianos decidiram adotar a cor azul para a camisa da seleção pelo fato de a Casa Real de Savoia, que governou o país de 1861 até 1946, ter o azul como cor oficial. Mas há outras teorias sobre a origem do azul. Segundo alguns fatos, a camisa italiana teria sido uma homenagem à camisa da França, ao “azul do mar” que cerca a Itália e até mesmo pelo fato de a cor ser uma alternativa para dias de nevasca que dificultassem a visualização do branco.

 Porém, no auge do fascismo do ditador Benito Mussolini, na década de 30, em referência a política, os italianos tiveram que adotar o preto como cor. A partir da década de 50, a política deixou o campo e o azul voltou a ser absoluto.

 A camisa da “Azzurra” para a Copa do Mundo, confeccionada pela fornecedora alemã Puma, traz o tradicional azul com gola polo clássica, botões, detalhes brancos nas laterais e nas mangas, além da bandeira da Itália aparecer como mais uma opção de detalhe na parte inferior de ambas as mangas.

 

 

Paolo Rossi - uma espécie de Balotelli de sua geração, Paolo Rossi também misturava talento e técnica. Envolvido em um esquema de apostas esportivas, o atacante quase perdeu a Copa de 1982, mas foi um dos convocados por Enzo Bearzot e destruiu o Brasil na fatídica Tragédia do Sarriá.

Clique aqui e veja a página de Paolo Rossi na seção "Que Fim Levou?"

 

Balotelli não encantou na última temporada e pode sair do Milan.

 Passando por uma renovação, o Milan não teve bom desempenho na temporada 2013-14 do Campeonato Italiano. Mario Balotelli não rendeu o esperado e ainda se envolveu em muitas polemicas, uma delas com o técnico Seedorf.

 Além disso, Arsenal e Liverpool, ambos da Inglaterra, onde o italiano já jogou, estariam interessados no futebol do atleta. Porém, o atacante seria um plano b para ambos os times. Os Gunners querem Karim Benzema como primeira opção e os Reds só iriam atrás de Balotelli se Luis Suárez fosse vendido. 

A Seleção Italiana conta com a melhor dupla de volantes do mundo, com um excelente atacante e um espetacular goleiro. Portanto não se pode duvidar do potencial da Azurra, que busca o seu pentacampeonato. O treinador Cesare Prandeli é diferenciado, tem várias possibilidades táticas e apesar de enfrentar adversários difíceis na primeira na fase, deve se classificar em primeiro no grupo.

 O ex-jogador Alemão, ídolo do Napoli, campeão italiano e da Copa Uefa, atualmente Liga Europa, conversou sobre o futebol italiano com os repórter Kaique Lopreto e Ednilson Valia.

Clique aqui e veja a página de Alemão na seção "Que Fim Levou?"

 

 

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