Reutemann, Peterson, Barrichello e Moss estão entre eles

Reutemann, Peterson, Barrichello e Moss estão entre eles

Nossa série especial de "Antes & Depois" do Portal Terceiro Tempo reúne esportistas de diversas modalidades, além de personalidades ligadas ao esporte.

E, para esta semana, fizemos uma seleção de pilotos que estiveram bem perto da maior glória no automobilismo: conquistar ao menos um título na Fórmula 1.

Porém, por contingências das mais diversas, o desejo não foi concretizado, o que não diminui, de forma alguma, a competência de cada um deles.

O saudoso argentino Carlos Reutemann (1942-2021), carinhosamente chamado de "Lole", é o segundo argentino com mais vitórias na Fórmula 1, um total de 12, atrás apenas do pentacampeão mundial Juan Manuel Fangio, que somou 24. Ele "bateu na trave" para ser campeão claramente na temporada de 1981, quando competia pela Williams e foi o vice-campeão, defasado em apenas um ponto para Nelson Piquet (Brabham).

Ainda foi o terceiro colocado nos mundiais de 1975 (pela Ferrari), 1978 (pela Williams) e 1980 (novamente pela Williams). Vale ressaltar, ainda, que em 1980, houve um claro favorecimento de Frank Williams para Alan Jones, que acabou consagrando-se o campeão daquele ano, com Piquet sendo o vice.

Outro saudoso piloto, o sueco Ronnie Peterson (1944-1978) disputava o campeonato de 1978 com o seu companheiro de equipe, o norte-americano Mário Andretti, na Lotus. E, mesmo com o claro favorecimento do chefe do time, Colin Chapman, Peterson buscou com todas as suas forças levantar aquele campeonato, mas sua carreira foi tragicamente abreviada após o terrível acidente na largada do GP da Itália de 1978. Ele foi removido do cockpit de sua Lotus com vida, mas com os pés esmagados. Durante a madrugada, no hospital, sofreu uma embolia pulmonar e foi a óbito, aos 34 anos. Ainda assim, na tabela do Mundial, foi o vice-campeão post-mortem, 13 pontos atrás de Mário Andretti. 

O brasileiro Rubens Barrichello, hoje com 54 anos, perseguiu dois objetivos na Fórmula 1 que acabou não atingindo: vencer um GP do Brasil e, obviamente, conquistar um título na categoria.

Pela Ferrari, onde competiu entre 2000 e 2005, foi duas vezes vice-campeão (2002 e 2004), perdendo justamente para o quase imbatível Michael Schumacher, seu companheiro de equipe. Ainda teve uma outra grande chance em 2009, pela surpreendente Brawn-GP, equipe que nasceu do término da Honda e que competiu com motor Mercedes naquele ano, e uma solução aerodinâmica que fez toda a diferença na primeira metade da temporada: o difusor duplo. Porém, com uma abordagem no sistema de freios diferente do companheiro Jenson Button, Barrichello teve um começo muito aquém em relação ao britânico, que acabou conquistando aquele que foi seu único título na Fórmula 1. Sebastian Vettel, com a Red Bull, acabou tirando boa diferença na reta final da temporada de 2009 e foi o vice-campeão. Barrichello terminou como terceiro colocado.

Certamente nenhum outro piloto esteve mais perto de ser campeão quanto o britânico Stirling Moss (1929-2020). Ele foi vice-campeão mundial de Fórmula 1 por quatro anos consecutivos: 1955 (Mercedes), 1956 e 1957 (Maserati) e 1958 (Vanwall).

Em 66 GPs disputados, venceu 16, número maior do que diversos pilotos foram campeões, como Graham Hill, que venceu 14 GPs e foi tricampeão, Jack Brabham, também com 14 vitórias e também tricampeão, e o bicampeão Emerson Fittipaldi, outro que também ganhou 14 GPs na Fórmula 1.

Stirling Moss sofreu com a concorrência implacável do argentino Juan Manuel Fangio, e embora não tenha se consagrado com um título na Fórmula, é dono de um dos feitos mais importantes da história do automobilismo: a conquista da Mille Miglia, em 1955, superando na tradicional prova de longa duração justamente Fangio.

Trazendo estes inesquecíveis esportistas em imagens de momentos distintos, procuramos manter viva a memória do esporte.

VEJA, NO VÍDEO ABAIXO, COM SELEÇÃO DE MARCOS MICHELETTI E EDIÇÃO DE KENNEDY ANDRÉS, DO PORTAL TERCEIRO TEMPO 

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