O interior paulista historicamente foi um celeiro formador de craques que não apenas serviram com muita qualidade as equipes por onde começaram como também as outras defenderam depois, tanto grandes clubes do futebol brasileiro como do exterior.
Carlos Roberto Gallo, hoje com 70 anos, trabalhando como treinador de goleiros, é um desses, que iniciou sua trajetória pela Ponte Preta (Campinas), integrando a forte equipe que chegou à decisão do Campeonato Paulista de 1977 (quando o Corinthians sagrou-se campeão após jejum que durava desde 1954) e na sequência defendeu a meta do próprio Corinthians, onde conquistou o título do Paulista de 1988, mas não estava na final contra o Guarani, pois se contundiu e Ronaldo Giovanelli aproveitou a oportunidade para uma longeva trajetória como titular. Carlos, que esteve em três Copas do Mundo (1978, 1982 e 1986), foi titular apenas nesta última.
Jorginho Putinatti, hábil ponta-direita que está com 67 anos, iniciou sua bela trajetória profissional pelo Marília em 1975, permanecendo no clube de camisa azul clara até 1979, quando transferiu-se para o Palmeiras. O Alviverde, onde permaneceu até 1987, vivia um período complicado, sem títulos, inclusive havia perdido a decisão do Paulistão de 1986 para a modesta Inter de Limeira. Depois, jogou no Corinthians, e a história se repetiu, sem conquistar títulos. Depois de uma curta passagem pelo Fluminense, chegou ao Grêmio, e no clube gaúcho sentiu o gosto de ser campeão pela primeira vez, no Campeonato Gaúcho de 1989. Teve uma bela passagem pelo futebol japonês, pelo Nagoya Grampus, onde foi campeão da Copa Nabisco em 1992.
Raí, que está com 61 anos, a exemplo do irmão genial Sócrates começou sua carreira profissional pelo Botafogo de Ribeirão Preto, mas foi pelo São Paulo Futebol Clube que ele deslanchou de vez, com inúmeras conquistas: Brasileiro de 1991; cinco do Paulista (1989, 1991, 1992, 1998 e 2000 (este em sua segunda passagem pelo clube); duas Libertadores (1992 e 1993) e o Mundial Interclubes de 1992. Em 1994, já no Paris Saint-Germain, tornou-se ídolo, foi para a Copa dos Estados Unidos mas um mau começo o fez perder a titularidade para Zinho.
Renato, um dos melhores meias de sua geração, que está com 69 anos, era o titular da camisa 8 do Guarani em 1978, quando a equipe de Campinas conquistou um título que até hoje é único na história do futebol brasileiro, o do Brasileiro, pois nunca um clube do interior conseguira o mesmo, e isso nunca mais se repetiu. Na sequência ao Bugre, jogou por São Paulo, Botafogo (RJ), Atlético Mineiro e ainda tornou-se ídolo no futebol japonês, onde atuou por Yokohama Marinos e Kashiwa Reysol.
Trazendo estes inesquecíveis esportistas em imagens de momentos distintos, procuramos manter viva a memória do esporte.
VEJA, NO VÍDEO ABAIXO, COM SELEÇÃO DE MARCOS MICHELETTI E EDIÇÃO DE KENNEDY ANDRÉS, DO PORTAL TERCEIRO TEMPO
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