O navegador Youssef Haddad e o piloto Guilherme Spinelli disputam a prova em janeiro. Foto: Fotop/ RF1

O navegador Youssef Haddad e o piloto Guilherme Spinelli disputam a prova em janeiro. Foto: Fotop/ RF1

A dupla brasileira formada pelo piloto Guilherme Spinelli e o navegador Youssef Haddad fez uma avaliação sobre o roteiro divulgado nesta semana do Dakar 2021, principal rali do mundo, marcado para começar em 3 de janeiro e terminar no dia 15 do mesmo mês, passando por dez cidades da Arábia Saudita, com 4.262 quilômetros de trechos cronometrados. Eles competirão na categoria carros.

“Estamos muito animados para essa edição do Dakar. Serão dias intensos como padrão do Dakar, embora agora em um pais e continente novo para nós. O roteiro com certeza foi muito bem estudado pela organização e daremos literalmente uma volta pela Arábia Saudita, já que a chegada também será em Jedá. Será uma honra correr mais uma vez no maior rali do mundo”, comentou Guiga, que já disputou o Dakar em oito ocasiões, todas quando a competição era realizada na América do Sul.

“Comparando com os ralis que fiz na América do Sul, as maiores especiais desse Dakar serão um pouco mais curtas em quilometragem do que as maiores da América do Sul. Esse ano a organização buscou um roteiro mais técnico e tentou evitar grandes trechos de velocidade final. Mesmo não sendo tão longas quanto já foram as maiores da América do Sul, provavelmente elas serão demoradas. Na prática, a exigência para dupla e o carro acaba sendo semelhante ou até pior, já que quilometragens menores podem ser mais duras, exigentes e difíceis que as maiores”, projeta Guiga, que conduzirá o Mini All4 Racing da equipe alemã X-raid, uma das mais tradicionais do Dakar, que contará também com dois grandes nomes da história do Dakar: Stefan Peterhansel, recordista de vitórias na competição, e Carlos Sainz.

Brasileiros estarão a bordo do Mini All4 Racing da equipe alemã X-raid. Foto: Divulgação/RF1

O NAVEGADOR

Spinelli novamente terá ao seu lado, como navegador, o experiente Youssef Haddad, com quem já disputou diversas competições nacionais e internacionais.

“É um Dakar 100% novo, nunca dizemos nada parecido, pois todas as edições que fizemos foi na América do Sul. Na Arábia é uma prova totalmente nova, intercalando estradas de terra, dunas e pedras, o que aliás torna o furo de pneu um problema constante no deserto. E como todo Dakar, é uma prova de velocidade, mas sobretudo endurance, de resistência. É uma prova longa, de média de trecho cronometrado acima de 400 km por dia. Sem dúvida o maior desafio é concluir a prova e terminar todos os dias. E quando você supera este desafio acaba fechando o Dakar bem classificado”, pondera Youssef.

PROTOCOLO DE SAÚDE

Por conta da segunda onda da pandemia provocada pelo novo coronavírus, a edição de 2021 do Dakar contará com um rígido protocolo de saúde. Todos os participantes e pessoal das equipes serão testados e terão de cumprir uma quartentena de 48 horas e manter distanciamento social nos acampamentos.

“Teremos um protocolo bem rígido e o roteiro é variado, com presença de dunas em diferentes dias e variando de extensão os trechos delas, sendo o maior dia com 100 km de dunas consecutivas. Teremos que enfrentar muitas pedras, trechos bem técnicos e sinuosos. Vamos tentar fazer um rally limpo, sem perder muito tempo com atoladas em areia ou navegação. Teremos dois dias na mesma base, que a equipe sai e volta para o mesmo lugar, e temos um dia de etapa maratona, onde a nossa equipe não poderá fazer manutenção no carro, somente piloto e navegador podem mexer nos veículos. Dakar é sempre um enorme desafio, mas estamos prontos para enfrentá-lo”, disse Spinelli.


   

 

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