Para o estafe, ainda não é possível sequer avaliar o desempenho dele no Campeonato Italiano

Para o estafe, ainda não é possível sequer avaliar o desempenho dele no Campeonato Italiano

Pedro Lopes
Do UOL, em São Paulo

A situação de Gabriel Barbosa, o Gabigol, na Internazionale (ITA), piora a cada dia. Com apenas um jogo como titular e 184 minutos em campo desde sua transferência, após as Olímpiadas de 2016, o atacante se indispôs com comissão técnica e diretoria e pode ter de mudar de ares. Uma volta ao Brasil, entretanto, está longe de ser prioridade. Para mantê-lo na Europa, seu estafe mira o exemplo de outro brasileiro: Philippe Coutinho.

Hoje titular da seleção, o meia revelado pelo Vasco se transferiu para a mesma Inter em 2010, mas ao longo de três temporadas não conseguiu se firmar. A sua melhor sequência veio com um empréstimo ao Espanyol, em 2012: na volta à Inter, teve mais oportunidades, chamou a atenção do Liverpool e se transferiu para a Inglaterra. Mais maduro, evoluiu e transformou-se em um dos melhores meias do futebol europeu.

Na trajetória, Coutinho evitou um "bate-volta" na Europa. Brasileiros que saem cedo do país, fracassam no Velho Continente e retornam ainda jovens ficam, segundo empresários, marcados pelas dificuldades de adaptação.

Em caso de saída da Inter, as pessoas que cuidam da carreira de Gabigol apostam em uma trajetória similar à do meia: empréstimo a outro clube de razoável estatura no futebol europeu, onde haja mais oportunidades para um eventual retorno mais maduro à própria Inter ou uma transferência a outra equipe grande.

Para o estafe, ainda não é possível sequer avaliar o desempenho dele no Campeonato Italiano. Embora tenha entrado em dez partidas, foram sempre poucos minutos em campo. No total, em 184, marcou um gol, uma média que, se repetida em uma sequência, seria respeitável.

No último domingo, Gabigol perdeu a paciência ao perceber que não seria utilizado e deixou o banco de reservas da Inter durante a vitória por 3 a 1 sobre a Lazio. A medida foi mal recebida pelo técnico Stefano Vecchi, que pediu medidas à diretoria.

Terminada a temporada europeia, o estafe do jogador vai se reunir com a direção da Inter. Não está descartada a permanência de Gabigol, mas para que ela ocorra é necessária uma sinalização de que as chances virão no segundo semestre. Sem isso, o plano é encontrar um clube europeu da maior estatura possível disposto a dar uma sequência ao atacante.

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