Jogos da Copa América registram públicos baixos e preocupam Conmebol e COL. Foto:Lucas Lima/UOL

Jogos da Copa América registram públicos baixos e preocupam Conmebol e COL. Foto:Lucas Lima/UOL

A Copa América 2019, disputada em solo brasileiro, começou na última sexta-feira (14/06) com a seleção anfitriã vencendo a Bolívia pelo placar de 3 a 0, sem convencer. Mais gelada que a atuação dos comandados de Tite, foi a torcida presente ao Morumbi. Em determinados momentos da partida, era possível ouvir claramente as instruções passadas pelo técnico, apesar dos mais de 45 mil presentes nas arquibancadas. Contrariando o lateral direito Dani Alves, não culpemos a torcida paulista pela postura pouco calorosa para com a Seleção. Ficou difícil demonstrar grande empatia pelo time brasileiro tendo em vista o que tem ocorrido nos últimos anos.

As outras duas seleções sul-americanas campeãs do mundo também já estrearam no certame. A Argentina de Lionel Messi jogou no sábado (15/06) à noite contra a Colômbia em Salvador e como vem se tornando comum, decepcionou. Vitória colombiana por 2 a 0. Ontem (16/06), a Celeste Olímpica iniciou a competição com o pé direito em Belo Horizonte e goleou o Equador pelo placar de 4 a 0. Ao meu ver, os uruguaios representam a principal ameaça à Seleção Brasileira na disputa pelo caneco continental.

No entanto, um aspecto extracampo tem chamado atenção nesta Copa América: o alto valor dos ingressos para as partidas e o consequente baixo público presente nos estádios. No jogo do Brasil contra a Bolívia, foram 46.342 pagantes e 47.260 presentes, o que representa 69,7% de ocupação levando em conta a capacidade do Cícero Pompeu de Toledo. Apesar da não lotação, o valor arrecadado com a bilheteria foi recorde: R$ 22.476.630,00, com o tíquete médio custando algo em torno de R$ 485,00.

No jogo entre Argentina e Colômbia, o público pagante foi de 34.950 e o público presente de 35.572. O valor médio dos ingressos foi de R$ 264,94 e a taxa de ocupação de 69%, tomando como base a capacidade total da Arena Fonte Nova. A renda do jogo foi de R$ 9.259.710,00. Uruguai e Equador, no Mineirão, foi o jogo mais chocante dentre as estreias dos três campeões do mundo: apenas 13.611 pagantes e taxa de ocupação de 21,9% levando em conta a capacidade do estádio. O valor da renda foi de R$ 1.534.535,00 e o do tíquete médio de R$ 112,74.

Paraguai e Catar, no Maracanã, teve 19.162 pagantes e Venezuela e Peru, na Arena do Grêmio, registrou o menor público da competição até então: 13.370 presentes. Devido ao baixo público presente nos estádios, Conmebol e COL – Comitê Organizador Local – discutem alternativas para que os estádios pareçam mais cheios nas próximas partidas. Existe uma avaliação feita pela Conmebol de que os preços dos ingressos foram altos demais (jura, mesmo!?), contudo, o presidente da entidade declarou antes do início do torneio não ser possível realizar promoções para baixar os valores.

Dada as circunstâncias, será que os estádios não estariam mais cheios se os preços dos ingressos fossem mais acessíveis à todas as classes? Será que os gênios da Conmebol e do COL não sabem que a competição está sendo disputada em um país com quase 13 milhões de desempregados? Será que sabem que, em média, a renda mensal domiciliar per capita do brasileiro é de R$ 1.373,00? Enfim...

E você? Está de acordo com os preços praticados pela Conmebol/COL? Acha correta esta segmentação? Acredita que o caminho é a elitização nos estádios? Pensa que se os preços fossem mais acessíveis, os estádios estariam mais cheios? Deixe sua opinião!  

* Renan Riggo é jornalista esportivo (A Folha Esportiva) e assessor de imprensa da PPress Marketing e Comunicação

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