Seleção fica no 0 a 0 diante dos venezuelanos, tendo dois gols anulados pelo árbitro de vídeo

Seleção fica no 0 a 0 diante dos venezuelanos, tendo dois gols anulados pelo árbitro de vídeo

A seleção de brasileiros que jogam na Europa, comandada por Tite, impôs um domínio infrutífero sobre a modestíssima representação da Venezuela com a qual empatou em 0 a 0 pela Copa América, na Arena Fonte Nova praticamente lotada. 
 
O resultado ruim não ameça a classificação do Brasil para a próxima etapa do torneio continental, haja vista que seus adversários no grupo A (Peru, Bolívia e Venezuela) são seleções que não representam mais do que a terceira força no futebol sul-americano.
 
Durante todo esse tempo que está à testa da seleção canarinho, o técnico Tite só conseguiu montar um time convincente nos jogos eliminatórios para a Copa do ano passado, quando tirou o Brasil do fundo do poço em que o incompetente Dunga o havia colocado. 
 
Depois disso, ganhou alguns jogos amistosos, estreou razoavelmente bem na Copa da Rússia, mas não conseguiu conduzir a seleção brasileira além das quartas de final do Mundial de 2018. 
 
É claro que o treinador não pode ser responsabilizado sozinho por aquela eliminação precoce, mas ficou claro que teve sim sua parcela de culpa, tanto na convocação de jogadores, ignorando Arthur que ainda não jogava no Barcelona, quanto nos equívocos táticos que permitiram à mediana seleção belga travar sua equipe e eliminá-la da Copa com relativa facilidade.
 
Depois de estrear no torneio continental com uma vitória de 3 a 0 diante da fraca Bolívia, Tite conseguiu melhorar um pouco seu baixo astral, mas não revelou nenhuma mudança significativa  na sua forma reticente e pouco segura de comandar o onze canarinho. 
 
Mesmo tendo ficado latente aos olhos de todos que Everton deu nova fisionomia ao ataque brasileira nos escassos quinze minutos em que atuou contra a Bolívia, coroando sua atuação com um belo gol, o técnico brasileiro não teve coragem de abrir mão de um de seus jogadores "europeus" para dar uma oportunidade mais consistente a esse atleta, no sentido de provar sua utilidade no claudicante setor ofensivo da seleção. 
 
Quando a mídia e parte da torcida clamava pela presença de Everton no ataque da seleção, Tite não respondeu imediatamente a esses apelos, preferindo mandar a campo o instável Gabriel Jesus em substituição a Richarlison.
 
Menos ruim que, alguns minutos depois "caiu a ficha" e o técnico brasileiros se deu conta de que Everton "Cebolinha" poderia criar o lance mortal capaz de furar o forte bloqueio venezuelano, colocando-o no time, na metade do segundo tempo,  em substituição a David Neres.
 
Uma vez no gramado, Everton não precisou mais do que cinco minutos para corresponder a confiança dos que acreditaram nele, realizando uma grande jogada pela esquerda e cruzando de forma precisa para Philippe Coutinho marcar. 
 
Houve muitos abraços e muita vibração em razão desse gol que parecia ter permitido ao Brasil furar o ferrolho da Venezuela e, enfim, chegar à vitória.
 
Mas a alegria durou pouco, pois o VAR, que já havia sido determinante na anulação de um gol marcado por Gabriel Jesus, voltou a "jogar contra nossa seleção" e manteve o placar em 0 a 0, a pretexto do impedimento de Firmino, em quem a bola havia batido após o chute de Coutinho que a mandou para redes. 
 
O gol brasileiro foi anulado, mas a jogada de Everton. que vem pedindo passagem para a titularidade nesse ataque pouco operante do time de Tite, não sofreu nenhum abalo em razão disso, ficando como aviso derradeiro de que a presença de "Cebolinha" entre os titulares,na próxima partida diante do Peru, é algo que se impõe quase como um consenso geral.    
 
A não ser que a teimosia do técnico em privilegiar jogares que atuam no exterior volte a falar mais alto outra vez, tal como aconteceu em relação ao volante Arthur, que ficou fora da Copa do ano passado por não ter sido transferido para o Barcelona antes do Mundial.
 
Se isso voltar a acontecer, não restará outra alternativa a não ser classificar Tite como um técnico que prioriza suas escolhas em função do peso da camisa clubística que o jogador veste e não em razão do potencial futebolístico que possui. E isso beira as raias do preconceito. Convenhamos. 
 
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Foto: UOL

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