Era uma vez o Brasil dividido em dois.
Era o ano de 2002.
Não era só nos bares, nas casas ou nos campinhos de futebol.
Era o país inteiro.
Obviamente, era sempre o mesmo: um debate em torno do jogo da bola.
Mas era diferente do que o Brasil viveu em 2002.
Uma cena que se vê hoje no mesmo Brasil, uma segunda vez na história do futebol e da Seleção.
Em 2002, uma pesquisa perguntava ao povo brasileiro uma coisa simples: levar ou não levar Romário à Copa do Mundo.
A resposta foi clara: 69% dos brasileiros queria Romário no Mundial do Japão e Coreia do Sul.
Era manchete em todos os jornais e revistas.
Conversa de elevador, bate-papo na frente da televisão nos bares. Entre médico e paciente, até entre mulheres no salão de beleza.
O próprio Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, tinha entrado na história mais popular do Brasil naquele momento. E dizia publicamente o que já se ouvia nas ruas.
Parecia um debate.
Mas não era.
Desde o momento em que Luiz Felipe Scolari começou a dizer que tinha dúvidas sobre a presença de Romário na Copa, todo mundo reagiu.
Cada um tinha sua opinião.
Mas no final, naquele 2002, não havia debate nenhum.
Havia um coro.
O Brasil não pedia Romário.
O Brasil queria Romário.
Como se fosse um direito, não uma escolha.
O "Baixinho" estava fazendo gols a rodo com a camisa do Vasco da Gama.
Entre 2000 e 2002, tinha balançado a rede nada menos que 162 vezes.
Era o maior artilheiro do mundo.
Só isso...
Estava em forma.
Estava pronto.
Era Romário com fogo nos olhos.
Aquele que tinha encantado na Holanda e na Espanha. E prometia trazer mais um caneco para o Brasil, para fechar a carreira em grande estilo
E do outro lado estava Felipão.
Luiz Felipe Scolari.
Duro como uma pedra. Surdo ao povo, como uma montanha.
Mas a nossa história tinha começado um pouco antes.
O próprio Romário tinha pedido para ficar fora da Copa América de 2001 por causa de uma cirurgia nos olhos.
Só que pouco tempo depois, tinha acabado jogando amistosos com o Vasco. No México !
E depois, o "bad boy" Romário ainda foi direto para as férias.
Scolari não esqueceu. Não perdoou.
Que um jogador seu colocasse a sagrada Seleção em segundo plano? Isso Scolari não perdoa, tchê!
Chegamos ao mês de abril de 2002.
Romário até convocou uma coletiva de imprensa na televisão.
Falou em rede nacional. Ao vivo!
Até a toda poderosa TV Globo, que também fez um lobby gigantesco por Romário na Seleção, parou suas programação para transmitir a palavra do atacante.
Romário tinha entendido que as coisas não estavam indo bem para ele.
Pediu desculpas. Se arrependeu, disse ele.
Em público e ao vivo.
Chorou três vezes, limpando lágrimas na frente das câmeras.
A própria mãe do atacante foi aos microfones e implorou pelo perdão ao filho.
E claro, até o presidente Cardoso se manifestou publicamente. "Ah, eu sou a favor de Romário na seleção", disse na Polônia durante uma visita de estado, arrancando uma risada que ressoou no mundo inteiro.
Mostrando que os jornalistas de lá, longe do Brasil, também tinham o assunto Romário como prioridade máxima.
Tudo inútil.
Faltavam poucos dias para a lista final de quem iria à Copa 2002.
Exatamente como hoje, era por volta do fim de maio daquele ano que se fechava a lista final.
Mas Felipão já estava decidido.
Eurico Miranda, presidente do Vasco e inimigo declarado de Scolari, falava aos 4 ventos, com insultos e ameaças públicas ao treinador gaúcho.
E aquela cena de pastelão toda, de ver Romário em lágrimas, a mãe do jogador suplicando e as ameaças do presidente do Vasco, tinha convencido Scolari de que tudo, na verdade, era um circo organizado para fazê-lo mudar de ideia.
Definitivamente, Romário estava fora da lista.
Para choque geral da nação, e dos fãs de Romário, incrédulos com o que estava acontecendo....como ir à Copa sem o Baixinho ??
Com, e apesar, de todos os seus 162 gols.
Scolari queria montar um time unido.
Sem privilégios.
E Romário não se encaixava com aquele comportamento.
Os jornais do dia seguinte clamavam: "O choro de Romário não comove Felipão. Vamos à Copa sem o artilheiro do Brasil."
No vestiário da Seleção o clima ficou bem pesado.
Bebeto, companheiro histórico do Baixinho, disse apenas que era "uma decisão do treinador e que tem que ser respeitada."
Mas o rosto dele dizia tudo: a dupla que tinha conquistado a Copa de 1994 nunca mais estaria junta na seleção em um Mundial.
Todos os jogadores estavam surpresos.
Achavam, tenham certeza, que Felipão não teria coragem de afastar Romário, e que no final os gols falariam mais alto do que a indisciplina.
Poucas palavras. Mas muitas tensões.
O Brasil foi ao Japão sem ele. E virou motivo de piada de muita gente.
Romário era a garantia de que Ronaldo poderia estar menos pressionado, já que o Fenômeno também vinha sendo questionado devido à sua problemática recuperação da sua grave lesão no joelho.
Até a bola começar a rolar.
Felipão teve razão. O Brasil ganhou o quinto título mundial. Ronaldo com nove gols. O Brasil campeão do mundo de novo.
E sem Romário.
Rivaldo, seria talvez reserva...se Romário fosse, confessou Felipão em algumas entrevistas anos depois.
E Romário? Bom..Romário assistiu tudo pela televisão.
Se o Brasil tivesse perdido aquela Copa, Felipão teria sido destruído.
Ele mesmo disse depois: "Seria tratado como um criminoso. Mas sabia que o único jeito de ganhar seria levar um grupo fechado, de confiança. E ele não nos respeitou. Nem a mim, nem aos companheiros."
A história do futebol brasileiro seria completamente diferente.
Mas o Brasil ganhou.
E tudo foi esquecido em uma noite.
Agora estamos em 2026.
E eis que o Brasil está de novo dividido em dois.
História e roteiro quase iguais. Protagonista diferente.
Mas com uma diferença importante: agora não se fala de um artilheiro em forma, que quer jogar.
Fala-se de Neymar: um jogador que luta para conseguir estar fisicamente capaz de ir à Copa 2026.
Porque hoje ele não está. Até a sombra de Neymar sabe disso.
Por aí, em um grupo de WhatsApp, alguém diz que Neymar tem que ir de qualquer jeito.
No TikTok muitos outros respondem que não aguentam mais ouvir falar de "um jogador que acabou para o futebol".
Gente que manda vídeo no YouTube, que compartilha estatística no Instagram.
E milhares de operários, motoboys, advogados e jornalistas debatendo e trazendo seus argumentos. Como se Neymar fosse uma peça importante no desenho tático de Ancelotti.
Nem banco de reservas hoje, Neymar consegue ser.
Muitos, todos debatem em voz alta na televisão, nos programas esportivos, e nos celulares.....
No X, cada timeline conta uma história diferente.
No bar, a discussão não termina mais no mesmo lugar que começou.
Ele não joga contra o Cruzeiro no fim de semana, mas vai dançar no Lollapalooza...Tem quem ache normal. Tem que vê falta de seriedade.
Pela primeira vez, então, desde 2002, o Brasil não está de acordo sobre seu principal jogador às vésperas de um Mundial.
Em 2002, deixar Romário de fora significava desafiar uma unanimidade.
Em 2026, deixar Neymar de fora significa escolher um lado.
E saber que o outro já existe, organizado, barulhento e igualmente convicto.
Mas ao contrário de 2002, não existe unanimidade nenhuma.
Os gols de Romário eram muitos.
Os de Neymar, escassos. Raros.
A forma física de Romário era fantástica.
A de Neymar é a de um jogador que hoje não consegue fazer duas partidas seguidas sem precisar descansar.
Antes o Brasil discutia junto.
Hoje discute ao mesmo tempo.
Antes se dizia: "Romário, sim, é bom, mas..."
Hoje se diz de Neymar: "é capaz" ou "não é capaz".
Romário era titular absoluto do seu clube e da seleção.
Neymar não joga pela Seleção desde outubro de 2023.
E isso muda tudo.
Felipão comprou uma briga com o país inteiro.
Ancelotti, agora, administra um país que já está brigando consigo mesmo.
Os dois convictos.
As duas histórias se parecem menos na decisão e mais no que acontece em volta.
No que se diz, em como se diz, em quem fala.
Em 2002, o Brasil queria Romário.
Em 2026, o Brasil não nem sabe bem o que quer de Neymar.
Carlo Ancelotti, o primeiro treinador estrangeiro da Seleção nos últimos mais de 50 anos, anunciou sua lista no dia 16 de março para os dois amistosos nos Estados Unidos.
Brasil contra França no dia 26 de março no Gillette Stadium em Boston. Brasil contra Croácia no dia 31 de março no Camping World Stadium em Orlando.
E mesmo que muitos esperassem...Neymar, no fim, não está na lista.
Não é a primeira vez.
Pelo contrário, é a quinta vez consecutiva que Ancelotti anuncia uma convocação sem o nome de Neymar.
Cinco listas. Zero chamadas.
Neymar não joga com a camisa do Brasil desde 17 de outubro de 2023. Naquele dia, numa eliminatória da Copa do Mundo contra o Uruguai, rompeu o ligamento do joelho esquerdo.
Passaram quase dois anos e meio.
Nem um minuto com a camisa verde amarela.
Neymar tem hoje 34 anos.
É o maior artilheiro de todos os tempos da Seleção com 79 gols. Superou Pelé. E também superou o próprio Romário.
É o número um em gols marcados na história do futebol brasileiro pela seleção nacional.
E agora não consegue ficar em pé por noventa minutos sem se machucar ou sentir dores.
O retorno ao Santos, por mais estranho que pareça, deixando um salário de rei na Arábia Saudita, tinha sido contado como uma história romântica.
O filho pródigo volta para casa, à Vila Belmiro, com a camisa número 10 de Pelé nas costas.
Mas enquanto todo mundo se perguntava por que ele foi embora do mundo árabe, ele certamente sabia da razão: é que ele não conseguia mais jogar em alto nível..considerando o nível do campeonato da Arábia Saudita, alto....
Ele precisava se cuidar. Se curar.
E nenhum lugar melhor do que o seu clube, onde nasceu, na cidade onde sempre morou sua família.
E a partir daquele momento, ele tinha um único objetivo: jogar sua última Copa do Mundo.
Ele mesmo disse em público que essa seria sua, como foi que ele chamou...de " minha última missão".
A Copa do Mundo nos Estados Unidos: um sonho a realizar antes de fechar tudo e deixar o futebol.
Mas o corpo não respeitou o sonho.
Em 2025, quatro lesões sérias em uma única temporada.
Em março, um edema no músculo posterior da coxa esquerda que o deixou fora da semifinal do Campeonato Paulista.
Em abril, lesão no músculo semimembranoso da mesma coxa. Saiu de campo contra o Atlético Mineiro chorando.
Em setembro, lesão de segundo grau no músculo reto femoral da coxa direita.
Em novembro, lesão no menisco do joelho esquerdo.
Quatro vezes na enfermaria.
Dezoito partidas perdidas só na temporada passada.
No dia 22 de dezembro de 2025 ele foi para a mesa cirúrgica em Belo Horizonte.
Artroscopia no menisco medial do joelho esquerdo.
O mesmo joelho operado em outubro de 2023.
A mesma perna que carrega o peso de todos os seus sonhos.
E apesar de tudo, Neymar mostrou alguns de seus momentos do passado.
Arrastou o Santos para fora da zona de rebaixamento para a Série B com gols importantíssimos nas últimas rodadas do Brasileirão 2025.
Foram 28 partidas, onze gols, quatro assistências.
Em um Santos fraco, lutando para não desaparecer da Série A.
No dia 26 de janeiro de 2026, dois gols marcados contra o Vasco da Gama.
O Brasil inteiro disse: "Ney voltou! E voltou com tudo!"
Aí chegou o jogo contra o Corinthians, no último dia 15 de março. Neymar jogou 90 minutos.
Ancelotti estava assistindo.
A atuação não foi nada convincente. O Brasil falou sobre isso por dias: "Cadê aquele Neymar?"
No dia 10 de março, Santos contra o Mirassol, Neymar não conseguiu sequer entrar em campo: dores musculares e cansaço.
Seis dias depois, Ancelotti leu os nomes da sua lista.
Neymar não estava, claro.
A explicação de Ancelotti foi direta e sem rodeios: "Neymar pode ir à Copa do Mundo. Se conseguir chegar a 100% fisicamente, pode estar lá. Não foi convocado agora porque não está a 100%. Com a bola está muito bem, mas precisa melhorar fisicamente."
Palavras claras.
Mas o Brasil do futebol reagiu como se tivesse diante da mais importante questão para sua seleção de futebol nacional.
Nas redes sociais brasileiras, o debate superou em volume de comentários até a guerra no Oriente Médio e a política local.
Não é exagero: é o que dizem os números das plataformas digitais brasileiras naqueles dias.
Tem quem diga que Neymar acabou.
Outros dizem que é um luxo que o Brasil não pode se dar, de ir sem Neymar à Copa.
Nove entre dez comentaristas de televisão acham um escândalo levá-lo à Copa e deixar de fora um jogador jovem qualquer com melhores condições físicas.
"Há jogadores jovens e em forma que merecem aquela camisa mais do que ele", explicou Edilson, campeão do Mundo em 2002.
Para Walter Casagrande, ex-Corinthians e seleção brasileira, pensar em Neymar na Seleção neste momento beira a loucura.
Mas tem quem defenda Neymar.
Praticamente todos os jogadores da atualidade.
E também Renato Portaluppi.
Vinicius Júnior, do Real Madrid, disse nesses dias: "Sabemos da qualidade do Ney. Se estiver pronto para nos ajudar, o Ancelotti vai levá-lo, e estaremos juntos na Copa do Mundo, se Deus quiser. Ele é o maior."
Casemiro, sem meias palavras: "Neymar é sem dúvida o melhor. Vamos fazer de tudo para ajudá-lo, caso ele esteja no time."
Marquinhos, capitão do Paris Saint-Germain: "É muito difícil marcá-lo. Faz tudo e é capaz de tudo com a bola nos pés. É importante para qualquer equipe. Espero que haja espaço para ele."
Renato Gaúcho não hesitou: "Eu o levaria de olhos fechados. Neymar a 50% do que sabe fazer vale mais do que outros jogadores a 100%. Basta fazê-lo jogar os últimos 30 minutos da partida, quando o adversário está cansado. E ele saberá mudar a história de qualquer jogo."
Luizão, campeão de 2002: "Deixa ele descansar um mês, recuperar e jogar meia partida. Com o seu arsenal técnico ele faz mágica com os pés. Pode trazer a vitória em uma partida com um único toque na bola."
E Zico também faz parte deste debate que tomou conta de todo o Brasil.
O Galinho disse que estando em plena forma, Neymar é indispensável. Mas, que, "a campanha para convocá-lo não pode superar o desempenho prático dentro do campo que ele apresenta".
"Se ele não estiver bem, ele mesmo saberá que não deve ir. Porém, se conseguir estar fisicamente bem, ninguém questiona sua qualidade técnica. Neymar é o único gênio que temos no futebol brasileiro", concluiu Zico.
E então chegou a voz que pesa mais do que todas as outras.
Ronaldo Fenômeno.
Campeão do mundo em 1994 e em 2002. O homem que no Japão marcou os dois gols da final contra a Alemanha.
O homem que sabe o que significa ir a uma Copa com um corpo que nem sempre responde.
Ronaldo foi claro: "Ultimamente Neymar passou por lesões importantes, mas não precisamos ter o melhor Neymar para levá-lo à Copa do Mundo.
Se estiver bem fisicamente, eu o levaria sem pensar um segundo."
E acrescentou: "Pode ser um jogador que ajuda, que talvez não jogue todas as partidas ou todos os minutos, mas tecnicamente é importantíssimo e mostrou seu valor por onde passou. Tê-lo nos vestiários, como voz da experiência, pode valer um título."
A conclusão de Ronaldo foi uma sentença:
"Vou torcer para que ele esteja bem fisicamente e à disposição de Ancelotti. Se estiver bem fisicamente, tenho certeza de que Ancelotti vai levá-lo à Copa."
E o próprio Neymar respondeu no seu canal do YouTube com uma simplicidade desarmadora: "Tá tudo bem. Vou continuar torcendo pela seleção. Minha história com a camisa verde amarela ainda não acabou."
Uma promessa ou um desejo e nada mais ?
Enquanto cuida do seu time na Kings League Brasil e participa de festivais de música, como o Lollapalooza no Brasil, ele diz estar triste.
Mas não parece.
Cada vez mais cresce o time dos que não acreditam que ele mereça espaço na seleção.
E há aqueles como eu, que acho que enquanto ele for jugado pelo que ele faz no Santos, com jogadores medíocres, em um time fraco e sem líderes, Neymar não chega à Seleção.
Se ele for julgado pelo que pode fazer com craques no nível de Vini Jr, Rodrygo, Estevão, João Pedro e tantos outros jovens talentosos, ele, SIM, tem espaço no grupo.
O debate, no fundo, é sobre um Neymar simbólico.
Porque o jogador, em campo, não mostrou nada recentemente que sustente uma convocação por mérito.
Está há mais de um ano no Brasil e não conseguiu produzir impacto nenhum.
Nem no seu próprio clube, o Santos.
E não falta material humano para essa Seleção parar de pensar em Neymar: essas semanas de futebol de altíssimo nível na Champions League, com tantos brasileiros em campo, estão aí para lembrar que o debate deveria estar mais ocupado em discutir quem vai estar, e não quem pode não ir.
A figura forte da Seleção em 2026 será provavelmente exatamente aquele que, no fim, pode deixar o "menino Ney" de 34 anos, de fora.
De qualquer forma, as portas não estão completamente fechadas.
O último capítulo desta novela ainda está para ser escrito.
O Brasil joga mais dois amistosos antes da lista final para a Copa. No dia 31 de maio contra o Panamá no Maracanã no Rio de Janeiro.
E no dia 6 de junho contra o Egito.
A lista final para a Copa do Mundo será anunciada no dia 18 de maio.
E naquele 18 de maio se conhecerá a resposta ao grande debate do futebol brasileiro.
Essa é a data que Neymar marcou na sua agenda.
Essa é a data que importa para ele.
A data que decide tudo.
O Brasil está no Grupo C com Escócia, Haiti e Marrocos. A primeira partida é no dia 13 de junho contra o Marrocos no MetLife Stadium em Nova Jersey.
Menos de dois meses.
Para entrar em forma.
Para convencer Ancelotti.
Para realizar aquela sua "última missão".
Esta Copa que está sendo pensada como a "última dança" de cinco lendas.
Messi. Cristiano Ronaldo. Lewandowski. Sadio Mané.
E Neymar.
Cinco nomes. Cinco últimos capítulos.
Pode ser que sejam apenas quatro.
Romário assistiu o Mundial pela televisão em 2002.
Viu na telinha um título que estava destinado a ser também seu.
Neymar hoje ainda está no Santos, com médicos, fisioterapeutas, toda uma equipe cuidando da sua saúde.
Ainda com a camisa número 10 de Pelé.
Ainda em campo.
E ainda sonhando com o seu Mundial 2026.
O fantasma de Romário, porém, caminha ao lado dele.