Faltam menos de cinco meses para a bola rolar na Copa do Mundo de 2026 na América do Norte e a lista de craques que parece que vão ficar assistindo na TV de casa está cada dia mais longa.
E não estamos falando de palpite, não.
São dados médicos e fatos reais que vêm direto dos clubes, depois de um sério e longo trabalho de pesquisa.
Vejamos uma da favoritas ao título, a Espanha: nada menos que um caos.
São cinco, os titulares em situação crítica.
O primeiro é Dean Huijsen, do Real Madrid. Desde que começou a jogar pela seleção em março de 2025, entrou em campo só seis vezes.
Uma lesão crônica na panturrilha que não dá trégua.
No Real, ele não consegue fazer duas partidas seguidas!
Os médicos são claros: sem sequência imediata, não vai para a Copa.
Junto a ele, estão Rodri e Dani Carvajal.
Os dois passaram por cirurgias pesadas de reconstrução do ligamento cruzado.
Esse tipo de operação pede de sete a nove meses de recuperação. Rodri está tentando voltar aos treinos devagar, se recuperando aos poucos, mas os testes físicos mostram que a força atlética dele ainda está bem abaixo do exigido para um atleta da alto desempenho.
Carvajal está mais atrás ainda no processo e os médicos da seleção espanhola dizem que a condição dele está longe, muito longe do ideal para junho.
Depois vem Mikel Merino do Arsenal, que quebrou o pé direito e teve que colocar parafusos cirúrgicos no lugar da fratura.
Mais que isso: sua fratura é considerada pela medicina esportiva como " muito rara", e por consequência, faz com que exista ainda uma falta de história médica e pesquisa desse caso de Merino.
E Nico Williams, do Athletic Bilbao sofre com uma pubalgia crônica. Os médicos do clube estão preocupados.
Hoje o jogador sente dores que impedem ele de dar arrancadas na velocidade máxima.
O Brasil também tem seus lesionados.
O que mais preocupa é sobre Éder Militão.
Mas tem tambem o Neymar.
O zagueiro do Real Madrid tem 27 anos e sofreu uma nova ruptura muscular, a segunda na coxa esquerda no começo de 2026.
Analisando as estatísticas das últimas três temporadas, Militão não conseguiu jogar nem cinquenta partidas no total.
É fato: o corpo dele, hoje, não aguenta a carga de trabalho pesada que um atleta profissional do nível Real Madrid precisa enfrentar.
Mesmo que os médicos digam que ele pode voltar a jogar no final de abril, o risco uma nova lesão no local é altíssimo.
E as dúvidas sobre a condição física dele para maio, quando a seleção vai ser convocada, são muitas.
Na Croácia, a situação de Josko Gvardiol é um desastre.
Ele quebrou a fíbula da perna direita durante o clássico entre Manchester City e Chelsea há poucos dias.
O documento médico do Manchester City não deixa dúvida: "pelo menos quatro meses parado".
Isso significa que Gvardiol encerra aqui a temporada nos clubes e só vai voltar a correr pertinho da primeira partida do Mundial.
A Croácia não tem substituto com os números e a capacidade dele, e isso preocupa muito o treinador da seleção croata.
Já a Inglaterra perdeu oficialmente Levi Colwill.
O zagueiro do Chelsea rompeu o ligamento cruzado durante a preparação de verão do clube.
Ele não joga uma partida oficial desde julho de 2025.
A recuperação é longa e Thomas Tuchel, técnico da Inglaterra, já confirmou que ele não estará na lista de convocados porque a volta dele está prevista só para a temporada 2026/2027.
A Inglaterra também treme por James Maddison. O camisa 10 do Tottenham e titular da seleção teve ruptura no ligamento cruzado anterior. Ele vem se recuperando já que a lesão ocorreu em 2025, mas a presença dele com a Seleção está em grande dúvida.
Nos últimos dias entrou Jack Grealish na lista. Os médicos confirmaram uma fratura de estresse no pé, que exige cirurgia e demanda tratamento intenso e contínuo por meses.
E isso praticamente descarta ele dos convocados.
E mais Inglaterra: Jude Bellingham do Real Madrid, que sofreu nova um novo problema: sofreu uma lesão no músculo semitendinoso da perna esquerda, confirmada pelo Real Madrid em 1º de fevereiro.
E os dados mostram que é a terceira lesão na mesma perna em menos de um ano! Recuperação possível, mas difícil para Bellingham.
Mesma situação definitiva para a estrela do Japão Takumi Minamino, do Monaco.
Ele rompeu o ligamento cruzado na última partida da temporada de 2025.
E o tempo mínimo para ele voltar a jogar depois dessa lesão é de seis meses.
Mas os médicos do Monaco dizem que para recuperar a massa muscular vão ser necessários pelo menos oito meses.
Então, para os japoneses, por enquanto tudo indica que Minamino está fora da Copa.
O companheiro dele no Monaco, Mohammed Salisu, zagueiro natural de Gana, sofreu exatamente a mesma lesão no cruzado logo depois do Ano Novo.
Isso significa que Gana perde seu zagueiro central titular, um jogador que garantia uma média impressionante de seis recuperações de bola por partida!
Na Holanda, o filho do ex-atacante Patrick Kluivert, Justin Kluivert foi operado do joelho em fevereiro de 2026 depois de uma lesão na partida contra o Bournemouth.
Segundo os médicos, ele volta a jogar no final de abril, mas vai ter só algumas semanas para recuperar o ritmo de jogos de 90 minutos.
Já na seleção dinamarquesa que ainda luta por uma vaga na Copa do Mundo, é Andreas Christensen que preocupa.
O capitão da Seleção da Dinamarca decidiu não operar uma ruptura parcial do ligamento cruzado anterior.
Os médicos dizem que é uma escolha arriscada: o tratamento conservador pode permitir que ele jogue, mas o joelho pode ceder a qualquer momento durante o Mundial, caso a Dinamarca consiga se classificar.
Na Argentina, Juan Foyth sofreu uma lesão gravíssima no tendão de Aquiles no final de janeiro.
Os dados para esse tipo de lesão indicam um período de seis a oito meses parado. Então Foyth não vai estar ao lado de Messi e seus companheiros da Argentina no Mundial.
No Napoli, o treinador Antonio Conte tem uma lista enorme de lesionados que são selecionáveis.
O principal deles é Kevin De Bruyne, estrela da Seleção da Bélgica.
De Bruynesofreu uma lesão grave no bíceps femoral da coxa direita em outubro de 2025 que já fizeram ele perder sessenta por cento das partidas nesta temporada.
O outro é David Neres, que segue brigando por uma vaga na seleção do Brasil. Com um problema nos ligamentos parece que suas chances de estar disponível 100% para a Copa do Mundo são muito pequenas.
No México há dúvidas sobre os titulares Hirving Lozano e Santiago Giménez por problemas físicos graves de última hora.
Na Alemanha, os dados mostram que o goleiro Marc-André ter Stegen está com dificuldade para se recuperar de uma lesão no joelho.
Já o outro goleiro da seleção alemã, Manuel Neuer, também está machucado no braço e precisará de tratamento por pelo menos dois meses.
Então no gol da Alemanha nos próximos tempos, pela primeira vez em mais de dez anos, não vão estar nem Neuer nem Ter Stegen.
E chegamos ao mais famoso e importante de toda essa lista.
Neymar Jr. voltou para o Santos há pouco mais de um ano. Quatro lesões diferentes e longas desde então. A mais grave agora no final do ano, que o obrigou a fazer uma cirurgia no joelho.
Há quase dois meses ele não joga. Voltou a treinar há poucos dias, devagar e sem bola.
E mesmo voltando a jogar, precisa tomar muito cuidado, segundo os médicos, para evitar novas lesões. O fortalecimento será essencial. Sem mencionar o tempo de bola e ritmo de jogo.
Para ele os prazos são mais curtos que para todos os outros lesionados do mundo: o Brasil vai fazer dois amistosos em março, contra França e Croácia.
E se ele não conseguir uma vaga entre os jogadores chamados para essas duas partidas, adeus Mundial para ele.
Os testes físicos mostram que os joelhos dele estão muito frágeis e ele ainda não tem ideia de quando vai jogar, e quantos minutos por partida.
Mas ele tem uma obrigação para com Ancelotti: vai fazer de tudo para se concentrar na recuperação e voltar para a Seleção. Essa foi a promessa de Neymar para o treinador da Seleção: jogar, focar e fortalecer-se.
Pelo grande sonho dele: ir para o último Mundial e tentar conquistar o título que ele ainda não tem.
Para tentar salvar o que ainda dá tempo, os clubes estão usando tratamentos de última geração. É quase ficção científica o que está rolando nos departamentos médicos.
Manuel Neuer, por exemplo, está fazendo tratamento com laser e terapia de gelo, compressão e elevação depois da lesão muscular na coxa. Militão usa uma máquina ultramoderna com almofadas supergeladas nos tendões flexores da coxa esquerda e anda de muletas para não forçar a região.
Neymar passou por cirurgia no menisco do joelho esquerdo, mas os médicos estão usando tecnologias biológicas para estimular a cicatrização sem remover o menisco — assim evitam artrose precoce. Estão aplicando agulhas terapêuticas e ondas de laser.
Bellingham está fazendo exercícios excêntricos e isométricos combinados com ondas de choque, tecarterapia e laser de alta potência no bíceps femoral e no tendão do joelho esquerdo.
Juan Foyth, depois da cirurgia no tendão de Aquiles, está em tratamento com mobilização precoce, fortalecimento muscular progressivo e estímulos com ondas de calor para recuperar a propriocepção.
Rodri faz fisioterapia dentro d`água, trabalha na academia e recebe aplicações de laser no joelho direito operado. Mikel Merino, que teve uma fratura rara por estresse no pé direito, passou pela faca e agora está em fisioterapia com laser e ondas de choque.
Gvardiol, depois da cirurgia na tíbia da perna direita, está usando câmara hiperbárica de pressão, eletroacupuntura e fazendo academia dentro d`água. Justin Kluivert passou por cirurgia no joelho esquerdo torcido e está fazendo tratamento com infravermelho e métodos naturais com pomadas e compressas de ervas.
Levi Colwill teve reconstrução do ligamento cruzado anterior com enxerto do próprio corpo e técnicas minimamente invasivas para reduzir dor pós-operatória. E Grealish está recebendo ondas sonoras três vezes por dia na fratura de estresse do pé para tentar evitar cirurgia.
São onze jogadores, uma seleção inteira de craques lutando contra o relógio com os tratamentos mais avançados do planeta. Mas mesmo com toda essa tecnologia, o tempo é curto demais.
Curiosidadezinha rápida, antes de terminar o texto:
Além dos lesionados, eis aqui uma listinha grandes jogadores que não vão estar no Mundial 2026 porque suas seleções não se classificaram:
Khvicha Kvaratskhelia, do PSG, não vai porque a Geórgia está fora. Jan Oblak e Benjamin Sesko ficam em casa porque a Eslovênia não passou. Dominik Szoboszlai, do Liverpool, não participa porque a Hungria perdeu a repescagem para a Irlanda.
Na África, Victor Osimhen, do Galatasaray, não joga o Mundial porque a Nigéria foi eliminada pela República Democrática do Congo. Camarões também está fora, então não vamos ver nem Bryan Mbeumo, do Manchester United, nem o goleiro André Onana.
E ainda tem Chiesa da Itália, Lewandowski da Polônia, e alguns outros, que poderiam também não estar no Mundial, já que em Março haverá as últimas partidas de playoff para algumas seleções. Quem perder, fica fora...
E assim segue o mundo da bola antes da Copa do Mundo: entre lesões definitivas, operações e eliminações nas eliminatórias, a Mundial 2026 perde muitos dos seus principais protagonistas.